Wednesday, August 13, 2008

Encontro marcado


 

Muito bonitinhos e bem feitos os filmetes que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está veiculando na televisão, alertando o eleitor para votar consciente nas próximas eleições.

O endereço dessas mensagens, porém, está errado.

O remetente está certo. É competência da Justiça Eleitoral enaltecer a importância das eleições livres e diretas.

O destinatário é que deveria ser outro: quem tem de ter consciência da importância da democracia representativa não somos nós, os eleitores, e sim os candidatos. Essa propaganda do TSE teria de ser dirigida a eles.

Faz muito tempo que o povo brasileiro já sabe votar; os políticos é que não aprenderam ainda a ser votados.

Desde Fernando Collor, o brasileiro está votando com muito mais consciência. Isso ninguém há de negar.

As eleições de Fernando Henrique e de Luís Inácio, duas vezes cada um, não podem ser consideradas grandes equívocos eleitorais.

O pobre eleitor não poderia adivinhar que o primeiro, que tão bem escrevia, o mandaria esquecer de tudo o que já havia escrito.
 
E que o segundo, que tudo via e sabia, já nada vê e nada sabe do que ocorre ao seu redor.

Isso se repete em todos os níveis, de senador a vereador. Elegemos um parlamentar com ficha limpa, com cara de honesto, belo discurso e, depois de eleito, o médico vira monstro.

Há mais de um século já foi dito que o poder corrompe e que o poder absoluto corrompe absolutamente, como constatou Lord Acton.

Todo mundo aprendeu isso no colégio. Aprendeu, mas não compreendeu. Caso contrário, já teríamos feito nossa reforma política há muito tempo.

O que acontece hoje é simples: nós, os eleitores, damos um cheque em branco para os eleitos fazerem dele o que quiserem por quatro anos. Nesse período ficamos de mãos atadas, sem poder fazer nada.

Não aprendemos isso na escola, mas desde criança também sabemos que o diabo tenta. Como tentou Jesus Cristo no deserto.

Nossos políticos, em sua maioria, não têm inspiração divina para resistir às tentações do poder. 

Quem tem olhos para ver sabe que , hoje-em-dia, são eles que inviabilizam a democracia representativa.

Faz mais de 20 anos que enrolam, enrolam, e não apresentam uma reforma política com instrumentos mais eficazes para impedir as falcatruas em todos os níveis.

Há um antigo ditado árabe que diz: saem de casa, todos os dias, um malandro e um otário; se os dois se encontrarem, sai negócio; caso contrário, o negócio fica automaticamente adiado para o dia seguinte.

Adaptando para os dias de hoje, poderíamos dizer que a cada dois anos, no Brasil, há um encontro desse tipo marcado entre malandros e otários.

A diferença é que é obrigatório e em local determinado: nas urnas.



Cem anos de perdão

Tenho recebido muitas mensagens por e-mail, acusando a ministra Dilma Roussef de terrorista. Seu principal crime teria sido assaltar o cofre do ex-governador Adhemar de Barros.

Não sou a favor da luta armada e poderia me definir como um anarco-pacifista (não confundir com “narco-pacifista”, aquele cara que puxa fumo e fica sentado em posição de lótus com os dedinhos pra cima, simbolizando paz e amor).

Acho que matar por uma idéia é simplesmente matar, não defender uma idéia.

Isto posto, queria dizer o seguinte: se for para condenar a Dilma, que a condenem por outro motivo, não pelo roubo do cofre no Adhemar.

Os mais antigos hão de convir comigo. Desse crime ela deveria ser perdoada. Pelo menos por cem anos.


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Ilustração: fotomontagem jlt

Posted by JLT at 21:10:58
Comments

28 Responses to “Encontro marcado”

  1. Agnes P vidal says:

    Pois é Zé, concordo plenamente com você… em Uberlândia, os vereadores não sabem a importância de seu trabalho e se resumem a realizar homenagens, e distribuir honrarias. Quando inventam de cria leis, saem coisas do tipo: padronização de lápide de cemitério, transformar uma praça tombada em estacionamento, doar ruas, e agora, aparecer na TV Legislativa a todo custo. E tome promessa no ouvido do cidadão até o dia 5 de outubro. Aí eu quero ver!

  2. Ricardo Câmara says:

    Prezado Zé;

    A maioria do eleitorado brasileiro aprendeu nesses últimos tempo, a apertar um botão, ouvi uma musiquinha que informa através da palavra “FIM,” indicando que o voto foi confirmado em nome de um tal candidato. Esse é o mecanismo da era informática que garante ao postulante do cargo, o seu passaporte na seara política. Isso não caracteriza consciência política, pois nem todo eleitor é conhecedor do perfil do seu representante e, quando a escolha for frustrante, o mesmo canalha surge após quatro ou oito anos, exterioriza suas eulálias e através dessas, convence mais uma vez o simplório a acionar a telca da urna, permitindo-lhe o retorno ao sinecurismo. Portanto não há garantia de “votar consciente” nesse pleito eleitoral, sabendo-se que essa tal de democracia do nosso país, não nos permite participar em todas as ações dos nossos representantes os quais confiamos o sufrágio. Os escândalos estão aí, a torto e à direita, sobre todas as esferas sociais, e o gado estigmatizado, em fila, sofrendo as agruras do vaqueiro que tange a manada para o curral à espera do abate obrigatório.O ditado árabe citado nesse texto, faz-me lembrar um filme de desenho-animado que passava na TV, “a turma do manda-chuva”, onde um gato-malandro e seus companheiros acabara de sair da cadeia, e um dos seus amigo, o”batatinha” reclamava ao “manda-chuva” que estava com fome, e este muito esperto e cheio de manhas, indagou: -calma, batatinha! Nós iremos almoçar em um dos melhores restaurantes dessa cidade-; mas como ?- retrucou o seu amiguinho.E o gato-malando que comandava a turma, disse-lhe:- lembre-se meu bom amiguinho, a cada minuto, nasce um otário na vida-… e se encontrou com o guarda-belo, um policial e eterno perseguidor daquela turma, contou-lhe uma estória melancólica, o guarda se comoveu e emprestou uma grana ao gato-malando e este, com a sua turminha, foram se deliciar com as iguarias em um restaurante nas proximidades do bairro. E é nesse contexto da engabelação que nós somos levados a mesmice dessa politicalha ante uma lei branda, flexível, que permite o controle do poder a uma oligarquia disfarçada de “sociedade civil”.

  3. Anonymous says:

    Muito bom o seu texto, Zé, e o comentário do Ricardo Câmara. É a nossa realidade e nem sabemos como mudá-la.

    um abraço
    A.Carlos.

  4. Anonymous says:

    Prezado Zé.
    Discordo de todas as suas afirmações.
    Os nossos representantes no Senado e nas Assembleias legislativas bem como nossos presidentes e governadores, não são nada mais nem nada menos que nossos reflexos.
    As vezes quando estou passando em frente a uma vitrine onde existe um grande espelho, me assusto ao ver a minha imagem, bem diferente daquela que eu imagino. Assim tambem nossos politicos ( nem todos) nos causam nojo e revolta, mas na verdade é porque refletem o que somos. Só vamos ter politicos preocupados com o bem do povo, honestos e competentes, quando mudarmos para melhor.
    Um grande abraço

    Maria Gilka.

  5. Anonymous says:

    Zé, concordo muito, mas em algumas partes do que disse.

    Também acho que está errado o alvo da propaganda. Mas tenho certeza que os partidos, que deveriam ter um filtro para melhorar a qualidade dos seus “comparsas” eletivos, só querem melhorar o seu quociente eleitoral e não tão nem aí para civismo ou melhora do país. Talvez se limitássemos o número de candidatos possíveis de cada coligação ao número de cadeiras em disputa naquela eleição, já teríamosa um bom começo de melhora, né?

    Agora, quanto ao Cem anos de perdão, calma lá seu Zé !! Roubar é um crime, por mais nobre que seja a causa. Roubar outro ladrão, pode acalentar um alívio de consciência, mas sequestrar é crime ediondo. E planejar sequestro também.

    Eu também participei de passeatas para libertar presos políticos, em 1978. Corri pra cacete e tomei umas burduadas de milico. Mas hoje, vendo a canalhice em se meandram os “revolucionários” daquela época, me envergonho de ter sido tão facilmente conduzido. Esses caras queriam era implantar ditadura comunista pra se arrumarem, se travestindo de uma palatável roupagem “democrata”. O autêntico lutador do Araguaia por ex., que nos despertou tristeza pelas torturas sofridas, hoje, depois dos dólares na cueca, se revelou como o verdadeiro cagueta que a repressão divulgou; e tantos outros que se arrumaram financeiramente às custas de todos nós. Uma vergonha.
    Roubar Ademar, até que se perdoa, mas sequestrar e planejar pela implantação do comunismo é um crime que não se pode desprezar. Principalmente para uma presidenta fantoche.

    Fui….

  6. Anonymous says:

    É mesmo um absurdo esses folgados
    transferirem sempre para a sociedade brasileira a responsabilidade por
    suas cretinices e duas caras - Acho q a sociedade
    deve levar esse debate às últimas consequências e inserir mudanças na
    lei eleitoral, p.ex. candidato deve assinar contrato de prestação de
    serviço como qualquer outro profissional, em caso de descumprimento:
    Rua sapo q é dia… Ou indenizar com obras públicas e proj. sociais as
    comunidades onde seu voto tenha sido maioria, evidentemente q com seus
    próprios recursos.
    Enfim conscientizar as massas é q é a hermeneutica
    Abs
    Dayse Cunha

  7. Anonymous says:

    Eu não dou cheque em branco para quem tem fama de ser estelionatário. Mas sim a quem tem fama de ser honesto. É raro, mas existe.
    MB

  8. Marcelo Baptista says:

    Gostei do teor desse seu post, vc sintetizou muito bem qual é a situação que a gente vive hj no Brasil.
    Abraço,
    Marcelo Baptista

  9. Anonymous says:

    Que belo escrito, Zé. Isto ilumina mentes com idéias implantadas e ofuscadas. Parabéns. Volnei Batista (vbcadv@pop.com.br)

  10. Anonymous says:

    É uma pena que muitos ainda caiam nesse “conto do vigário” de que eleição é sinônimo de democracia. A democracia liberal-burguesa quer justamente que a participação popular se resuma a votar (que é diferente de escolher) a cada dois anos, nas eleições de parlamentares e executivos para, depois do sufrágio, os eleitos tripudiarem em benefício próprio, “legitimados” pelos votos que receberam.

    Estamos carentes de democracia representativa e principalmente de democracia participativa. E não é somente os partidos políticos eleitoreiros os responsável por este estado de coisas. Credito à grande mídia (televisiva, rádios, revistas, jornais, etc.) grande parcela de responsabilidade pela fragilidade da democracia representativa e participativa em nosso país. A grande mídia não somente escolhe os temas considerados de relevante interesse público (o caso do assassinato da menina Daniela é um exemplo) e os menos relevantes (os milhares de trabalhadores escravos e semi-escravos existentes no país, sem que nada aconteça aos “empreendedores” que os exploram), como colocam âncoras e comentaristas que despejam julgamentos de valor, sem que se escute a opinião nacional pró e contra tais temas.

    Alguns candidatos e candidatas, por exemplo, têm cadeira cativa na imprensa escrita e nos telejornais durante todo o ano, enquanto outros, apesar de uma marcante atuação dentro e fora dos parlamentos e executivos, somente conseguem demarcar suas posições nos “debates” em épocas de eleições, ou em alguns segundos do “guia eleitoral” - a ex-senadora Heloisa Helena é um exemplo. Movimentos sociais, como o MST são criminalizados e até declarados ilegais, como feito pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, sem que seja dado uma única linha aos contestadores desses atos esdrúxulos. Como pode o povo escolher bem, se são privados dos debates entre as distintas orientações políticas, negadas sistematicamente pela grande mídia no transcorrer dos anos e “promovidos” somente em épocas pré-eleitorais? Em que a população é estimulada a participar das discussões e decisões das administrações “públicas” em todos os níveis? Um povo privado dos direitos mais elementares como alimentação, saúde, educação, moradia, trabalho e informação ser culpado pelos desmandos administrativos do país?

    Quero aproveitar esse espaço pra tecer alguns comentários sobre o voto eletrônico. No meu entendimento o voto deveria ser marcado em cartões (tipo os volantes das loterias) e apurados eletronicamente, como é feito com a mega-sena, por exemplo. É assim que funciona em países tecnologicamente mais avançados do que o Brasil: Japão, França, Alemanha, EUA… Estes países não adotaram o voto eletrônico por falta de tecnologia, mas por razões de segurança e preservação do voto secreto. Explico: primento, nós, aqui no Brasil, quando vamos votar, a urna é “liberada” quando o mesário digita o Nº do nosso título de eleitor, portanto, o voto dado fica vinculado ao título que abriu a urna e, assim, identificado eletronicamente. Segundo, se houver denúcia de fraude no sistema, como aconteceu com Brizola, no Rio de Janeiro, sem os cartões (volantes) de votação, não haverá prova material do voto dado pelos eleitores e dificilmente os “segredos” criptografados nos programas de contabilização dos votos do TRE vão ser revelados. Numa eleição para prefeituras e câmaras de vereadores pode ser até que os perigos de fraude sejam quase nulos, mas numa eleição para governos de Estado e nacional, dependendo de quem possa vencer, as chanches de fraude são altíssimas, quando sabemos o jogo de interesses políticos e, sobretudo, econômicos, aí envolvidos.

    Sugiro a você, José Luiz Teixeira, lançar este debate em seu Blog.

    Um abraço,

    Wellington Santana
    wellingsant@gmail.com
    Arcoverde - Pernambuco

  11. Anonymous says:

    Aqui temos as leis mais elitistas do mundo. Enquanto a policia algemava pobre nenhum ministro se pronunciou, bastou algemar um banqueiro que lá veio a sumula vinculante como chute do saco do brasileiro. O banqueiro falou!!!!. Deixou a platéia inebriada. Fez escola. Houve um tempo que bandido era malfeitor, hoje é benfeitor, rouba mas faz, causa admiração, é prestigiado por todos. Vai chegar o dia em que o bandido vai algemar a policia. Cada povo tem a justiça que merece.
    Targino Silva.

  12. Anonymous says:


    você é um fanfarrão, dizer que não foi um equívoco do povo votar na segunda vez nesse presidente desse partido mais corrupto da história do Brasil só pode estar brincando.
    Alceu

  13. Manuel Luiz Lopes says:

    Caro Zé, concordo com seu perdão proposto para a Ministra Dilma e, se me permite, tenho que discordar de sua avaliação do nosso Presidente. Estou tentando imparcialidade e, no frigir dos ovos, acho que ele esta devendo algumas coisas, mas no geral, não ví melhor, e olha que já os acompnho desde a década de 50. A meu ver, o salário mínimo está acima do que era meta de todos os anteriores, o risco pais está no menor patamar, o reconhecimento de pais que pode receber investimentos com segurança, o caixa com dinheiro suficiente para pagar a dívida que era considerada “impagável”, o bolsa família possibilitando incremento de renda nas famílias e em decorrência nas regiões mais pobres, a razoavel estabilidade financeira e o também razoável contrôle da inflação, e outras cositas mas. Há vários pontos a serem cobrados, como segurança, saúde, educação, criminalidade. Porém este último, apesar de ocorrer nesta gestão, não é fato novo neste Brasil, o que me preocupa é sua continuidade. A imprensa, acredito, podería ajudar mais um pouco se conseguisse ser menos politizada e comprometida com alguns grupos.A Justiça também tem sua parte de culpa- creio a maior-, pois dá tratamento diferenciado aos iguais. Essa falação contra o Presidente, se fosse justa, tería mais receptividade. Só é possível responsabilizar o Presidente por picuinhas quem nunca parou para pensar no que é um govêrno e seus meandros.Acredito que se a Justiça fizesse sua parte, impedindo a candidatura de cidadãos enquanto não se resolvem com seus problemas criminais(aonde tem fumaça tem fogo), assumindo uma posição mais próxima dos interesses da Nação e não de posições desligadas da realidade-quem quiser ver assista à TV Justiça e levará um susto, pois não reconhecerá o Brasil-,por exemplo, colocando os juízes que emitem hábeas-corpus ,como responsáveis junto com seus beneficiários a partir da emissão do documento de soltura, colocando, e a justiça aceitando, os que agem à margem da lei, sob o crivo e avaliação da justiça, não permitindo que se escondam sob seus cargos eletivos. Afinal, são nossos empregados e, como atuam, parecem nossos patrões, e dos ruins. Todo o desenrolar dos processos no Senado ou Câmara, deveriam ser públicos, bem como os votos, afinal eles nos representam para as decisões que nos regerão.Assim como entender que quem contrata, paga e delega a responsabilidade não possa saber do andamento dos assuntos de seu interesse e nem do posicionamento de seu delegado face a uma decisão? Acho que a mudança se iniciaria por esse setor, pois o Executivo não pode fazer nada que não seja aprovado por esses Poderes. Aproveito para lançar uma pergunta: os Parlamentaresnão estão no Serviço Público? Podem fazer greve? Como entender um bloqueio nas votações, com paralização dos serviços, senão como uma greve? É possível? Por estas razões, é que ainda desculpo o Executivo, não sem condenar os atos margináis que devem ser severamente punidos e usados como exemplo.Mas enquanto os Maluf’s, Caciolas, Dantas, Naya e outros assemelhados tiverem prioridade nas decisões judiciais frente ao seu Mané da venda, não haverá solução .

  14. Anonymous says:

    Tô de acordo neste assunto de voto eletrônico. Jamais poderemos confiar numa recontagem de votos, porque eles poderão ser manipulados eletronicamente.
    Será que somos tão espertos e inteligentes que nenhum outro povo “pensou” numa solução tão simples, ou será que nos fazemos de idiotas para aceitar qualquer resultado das urnas, nunca necessitando de uma recontagem?

  15. Anonymous says:

    Concordo com plenamento com o anômino 13. Afinal de contas é muito fácil criticar os políticos mas não adianta nada ficar “falando pelos corredores”, é necessário agir. Quanto ao LULA acho que é um bom presidente também, e é mais honesto que a maioria dos brasileiros.

    Fui…

  16. Blog Deghust says:

    Dizem que para mudar o Brasil só por meio do voto consciente. Concordo! Mas votar consciente no pensamento dessa gente, na maioria políticos, partidos políticos e instituíções do governo, é continuar votando nos criminosos que as leis defendem.

    Não sou cientista político, não tenho curso superior, mal sei escrever errado, assassíno constantemente o português e a gramática mas, de uma coisa eu tenho certeza, não há a menor chance de votar consciente quando o erro se encontra na estrutura enganosa do voto. Votar consciente ou não, na forma que o voto se encontra constituído, não muda nada!

    Os políticos que não são escolhidos pelo voto popular acabam fazendo parte do governo por meio de politicagem, acordos entre partidos ou, simplesmente, porque o candidato eleito tem o rabo preso.

    Isso não significa que eu seja contra o ato de votar, muito pelo contrário, sou 100% a favor do voto como ferramenta para construir uma nação, mas não na atual estrutura que ele se encontra montado.

    Na minha opinião, o voto, aqui no Brasil, precisa ser rediscutido! É preciso que ele dê garantias de que veio para servir o povo e não para enganá-lo. E para ter essas garantias é preciso mudar as leis que o rege.

    E só há duas formas de conseguir essas garantias: por meio de luta armada ou mostrando sua insatisfação por meio do voto nulo. Qualquer outra, é conversa pra boi dormir.

    http://blogdeghust.blogspot.com/

  17. Anonymous says:

    Apenas uma pegunta:

    Votar em quem? Todos querem é o poder.!!!

  18. Anonymous says:

    A DEMOCRACIA É TORTA, MAS É BOA

    Simão

  19. Anonymous says:

    Maravilha de texto. Dá um puta orgulho de ser seu amigo e uma puta vergonha de saber que é tudo verdade. Parabéns.

    Abração, Miguel Mancini

  20. Anonymous says:

    Olá Escuta Zé, gostei mt de seus escritos. É isso mesmo, estamos nos sentindo como verdadeiros otários, e acima de tudo as pesquisas mostram q o Homem está por cima, isto quer dizer q os otários além de sê-los, sempre estão reforçando sua condição. Onde vamos parar? Como os picaretas(300) estão sendo úteis para a atualidade, ficam de boca aberta esperando o doce alimento do toma lá da cá. E o pior é q isto representa uma engrenagem q sempre está necessitando de lubrificante, não pode enferrujar nem muito menos parar, do contrário, nada de projeto aprovado, levam tudo na conversa mole, no discurso fácil e assim vai.

    Edgar

  21. Esse Tribunal é uma gracinha na sua propaganda institucional. Vocês se lembram da campanha anterIor em que Marco Aurélio de Melo (É Marco Aurélio mesmo? aquele primo de Fernando Color de Melo que o colocou no TST e depos do STF) era o presdente da corte e preconizava que nós eleitores iríamos eleger as pessoas e que nós éramos os patrões? Pura balela, nunca me senti patrão de ninguém.
    Nós não somos patrões coisa nenhuma de deputados, senadores, vereadores, presidente, governador. Aqui mesmo no Recfe, em 1993, no tempo da inflação gorda, os vereadores receberam por três meses o equvalente a 75% do que ganhavam os deputados federais. Na época os caras devolveram o dinheiro recebido a mais sem a poderosa correção monetária. Nossa justiça só agora em prmeiro grau é que os condenou a devolver a tal da correção monetára.
    Ainda no Recife, uma cidade pobre e cheia de habitações nas margens do rio Capibaribe, os vereadores pintam e bordam com notas fiscais frias e clonadas. Um a refeição de 13 reais, por exemplo,aparece na prestação de contas, como sendo um banquete de 1.300 reais. Todos os 36 vereadores e mais uns 6 que estão em outros cargos pintaram e bordaram com essa “verba indenizatória”. Não se salvou ninguém nem mesmo um vereador que há 40 anos pertence à Câmara. O Tribunal de Contas do Estado marcou um tento espetacular. Todo mundo aqui mamando a verba indenizatória de 14 mil reais por mês com notas fiscais fajutas. A gente tem que resolver este problema. Eu sempre fui contra essas câmaras de vereadores que não servem absolutamente para nada.
    No Brasl são 5565 câmaras de vereadores mamando os parcos recursos dos municípios, dinheiro que poderia ir para a educação, saúde e habitação.
    QUE PAISINHO NÓS SOMOS!
    VAMOS VER QUANTOS DOS 36 ATUAIS VEREADORES DO RECIFE,ENVOLVDOS COM NOTAS FISCAIS ADULTERADAS PARA MAIS, NAS PRESTAÇÕES DE CONTAS DA VERBA INDENIZATÓRIA, SERÃO RECONDUZIDOS PELO POVO DA CAPITAL DE PERNAMBUCO.

  22. Infelizmente chegámos a uma situação de pobreza espiritual que o Povo assiste impávido e sereno ao desfile constante de numerosas velhacarias daqueles que deveriam administrar o bem estar social da Nação. Todos os orgãos e cargos da admimistração pública federal necessitam ser eliminados e substituídos por outros criados pela vontade popular.

  23. A.MARQUES JR. says:

    Enquanto parte de nossa população se contentar com migalhas ( carros pipas, bolsa família, cestas básicas gratuitas, visitas íntimas nas prisões, direitos humanos vilipendiados, asfaltos mascarados em vez de calçamentos com bloquetes , que são mais baratos e de fácil manutenção eetc etc e tal) teremos os políticos fazendo festa e nós cidadãos usurpados em nossos direitos pagamos a conta dos “MENOS FAVORECIDOS”. Tal como nossos mandatários:UMA PIADA DE MAL GOSTO.

  24. Anonymous says:

    Dilma a musa dos reacionários quá quá qua´. Sequestradora e manipuladora de opiniões, deixou-se pegar p/ ser inquirida e torturada, a fim de passar por vítima. Perguntem a ela e seus comparsas, qto. tinham se drogado p/ cometer seus delitos. Não justifica-se sequestrar alguem para atingir seus objetivos e depois passarem a heróis.

  25. Anonymous says:

    Pelo seu texto (24) e pelo seu “anonimato”, trata-se de alguém que não quer se mostrar (um resquício da Ditadura) e o seu riso soou como um riso de hiena (por nervosismo).

  26. Anonymous says:

    Ops! Quem assina o texto (25) é Pantaleão Costa - Recife / PE

  27. maria gilka says:

    Prezado Zé.
    Enquanto houver re-eleição, e o candidato a ela não deixar o governo, e ter mais votos quem gastar mais com a propaganda eleitoral, arrecadando mais dinheiro para ela entre as firmas que fornecem serviços ou materiais para os governos,vamos continuar a eleger os piores .
    O eleitor vota em quem está na frente das pesquisas de inteção de votos.
    Domingo estava almoçando no restaurante ” Parige” o Claudio Lembo com a sua familia, e me lembrei que ele foi o governador de São Paulo , porque Geraldo Alckmin, deixou o governo de São Paulo 6 meses antes de acabar o seu mandato, para ser candidato a presidencia da Republica.
    Para mudar seria preciso uma lei proibindo a reeleção para todos, veradores, deputados , senadores, governadores e presidentes da Republica. O mandato seria de 5 anos,e toda a classe politica renovada a cada 5 anos.Como hoje existe a TV Camara, a TV assembleia Legislativa e a TV do Lula, elas transmitiriam, os projetos e o desempenho dos politicos, ou seja fariam a propaganda deles sem as agências de publicidade , os bons marqueteiros ,sem máscaras e sem maquiagem, mostrariam a verdade, durante todo o dis e a noite tambem. O eleitor que procurasse escolher em quem votar, segundo seus conhecimentos sobre o candidato.
    A verdade é que ninguem quer mudar nada, e enquanto a mentalidade dos eleitores não mudar tudo ficará ” como dantes no quartel de Abrantes “
    Um grande abraço

    Maria Gilka.

  28. edson says:

    Perfeito, não confundir com prefeito!!,a análise porque o Ademar não era a irmã dulce embora Dona leonor se dedicasse muito a assistência social, mas caro Zé,com estes tipinhos nos representando no governo aí, aí jesus!!, como pregar moralismo e caratér, sem prejulgar,já que é tudo farinha do mesmo saco deveria se fazer as pazes e voltar os torturadores do DOICODI para ABIN E PF, mas o pessoal especialista nos golpes coroa brastel, delphin,CARAJÁS, FINOR, FINAME. Já imaginou que timaço ZÉ junto com valério,delúbio,gushiken,paloci etc?, seria imbatível mundialmente, pra que brigar e só rachar comissão e esquecer as picuinhas!!! Agora falando de eleição que o voto é consciente, num é naum, os 22 milhões de bolsa escola elege até outro RINOCERONTE para PRESIDENTE!!! Acho duas coisas ou se deveria esclarecer este povão que o bolsa escola entre qualquer governo que for continua, por que é uma esmola institucionalizada, ou se ter o bom senso de suspender antes das eleições para tentar naum influenciar o resultado, AI SERIA ELEIÇÃO DEMOCRÁTICA…além do que estas tais urnas eletrônicas, sei naum heim zé…informática e quase perfeita mas o homem continua corrupto!!! Só creio na rapidez do resultado mas sou extremamente cético a esta empolgação brasileira com urnas eletrônicas!!!!

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