Wednesday, April 23, 2008

Aventureiros malucos

É senso comum de que há muitos malucos neste mundo. Com o passar do tempo, parece que se multiplicam.

Vejam o caso desse padre paranaense, por exemplo, que no último fim de semana decidiu subir aos céus amarrado a balões de gás e desapareceu no mar. 

Às vezes, deitado no sofá da minha sala, olhando para o teto, fico a imaginar o que leva essas pessoas a aventuras cujo único objetivo, ao que parece, é correr risco de vida ou, o que é pior, apenas  sofrer.

Qual será o prazer que o Carlos Tramontina - apresentador dos telejornais da Rede Globo e tido como um sujeito normal - tem ao escalar o Everest?

Passa dias congelado, comendo mal, sujo, precisando fazer a maior ginástica para ir ao banheiro…enfim, quase morre de tanto sofrimento para subir ao pico do morro e descer, em seguida.

Tenho um sobrinho, o Zé Pupo, que pratica corrida-de-aventura. Aliás, sua equipe foi a vencedora da última delas, realizada no início deste mês no Nordeste.

Encontrei-o recentemente, com herpes labial, fungo nos braços, arranhões pelo corpo todo, saindo de um repouso de alguns dias.

A prova teve 88 horas, das quais, acreditem, ele dormiu apenas três. Ou seja, passou praticamente 85 horas remando, pedalando e correndo sob o fustigante sol do sertão nordestino.

Ninguém é capaz de imaginar, entretanto, o brilho de seu olhar, a expressão de felicidade em seu rosto, a disposição de quem parecia estar pronto para correr mais 100 quilômetros sem parar.

O que é mais curioso, é que esses doidos-varridos, muitas vezes pagam para fazer isso. No máximo, arrumam patrocínio para custear as despesas das suas loucuras.

Invejo-os. Mal-e-mal passo três sofridos meses por ano em uma academia, “puxando-ferro”.

Sempre quis ter bíceps fortes, “tanquinho” na barriga, pernas musculosas para poder desfilar, orgulhoso, pelas areias de Copacabana. No entanto, nunca emplaco o quarto mês de musculação.

Isso ocorre não apenas pela dificuldade em ficar levantando pesos. Minha desmotivação deve-se também a uma frase ouvida de um sarcástico português, pai de um amigo, na época do colégio. 

Ao saber que havíamos nos matriculado para fazer halterofilismo (era assim que se chamava), Seu Constantino sabiamente observou:

- Vocês gostam de levantar pesos porque pagam para isso; se recebessem, garanto que não gostariam.

Mãe do progresso

A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.

(Mário Quintana).

Bebedor passivo

Ivan Lessa nunca foi de fazer esforço físico. Talvez os maiores exercícios ao longo de sua vida tenham sido fumar e beber. Parou com os dois. Mas alerta a quem gosta de tomar seus tragos socialmente: depois do fumante passivo, querem, agora, instaurar o “bebedor passivo”.
 
Leia a crônica do Ivan Lessa, clicando no link da seção LEIA TAMBÉM na barra direita desta página.

Terremoto

Aquela antiga piada da criação do Mundo não tem mais sentido. Agora, já temos terremoto. Por silogismo, quem sabe deixemos de ser ’o povinho’ a que se refere o chiste. 

Prêmio Ibest

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Posted by JLT in 20:56:09 | Permalink | Comments (26)