Vida além da morte
O falecimento de meu primo Zezé, sábado passado, reacendeu em mim a dúvida sobre a possibilidade de vida após a morte.
É muito angustiante acreditar na teoria materialista de que o nosso fim é o nosso fim mesmo, ou seja, simplesmente deixamos de existir e pronto.
E se tudo é apenas uma questão de fé, fundamento da esperança - como disse São Paulo - prefiro crer em uma revelação mais otimista para esse mistério.
Do xamanismo da Granja Viana, em São Paulo, à cientologia dos atores de Hollywood, há muitas opções na praça para se escolher, principalmente nestes tempos de globalização.
Fiquemos, porém, com as religiões mais tradicionais. A maioria delas acredita na reencarnação - exceção dos católicos e protestantes.
Os muçulmanos também creêm que não se vive duas vezes. Para eles, o homem nasce e morre apenas uma vez. Irá ressuscitar em carne e osso no dia do Juízo Final.
Apesar de seduzido por aquela história das virgens esperando no céu, me incomoda um pouco essa idéia de que não teremos uma segunda chance.
Seremos julgados por uma única existência. Nada de segunda época, dependência. É só uma prova e ponto final.
Os judeus não são tão rígidos. Eles têm a chance de reencarnar algumas vezes até que se purifiquem o suficiente para participar da última grande união em torno de Deus.
No budismo a reencarnação é chamada de renascimento, mas funciona mais ou menos igual à reencarnação dos espíritas, rosacruzes, maçons e outras religiões ou correntes filosóficas.
Segundo elas, a grosso modo, iremos voltar tantas vezes quanto necessárias para nosso aperfeiçoamento.
Ao folhear o Livro Tibetano dos Mortos, li em determinado trecho que é a nossa consciência, milésimos de segundos antes da morte, que decide sobre nosso futuro.
Vai ser difícil para um indeciso libriano como eu definir algo tão importante, assim, em questão de segundos. Por isso estou desde já tentando formar uma opinião e tomar a decisão que, espero, seja a certa.
Conto com a ajuda de vocês, meus poucos mas bons leitores, a quem peço desculpas por incomodá-los nesta véspera de feriado com dúvidas tão indigestas.
É que a minha fila está andando.
Viagem
Esta vida
é uma viagem.
Pena eu estar
só de passagem.
(Paulo Leminski)
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Uma nova revolução sexual parece estar germinando entre a nossa juventude.
Se o Fantástico se apresenta como “o show da vida”, o que a Globo e demais emissoras estão fazendo com o episódio da morte da menina Isabella Nardoni pode ser considerado ”o show da morte”.
Este blog galgou mais duas posições no Prêmio Ibest e começou a semana em 17° lugar.

Vidinha de mosquito
Nada sei sobre a vidinha do