Tempo, tempo, tempo.
2007 passou rapidinho. 2008 passará mais depressa ainda.
A cada ano, parece que a velocidade do tempo aumenta. Por quê?
Citando Platão, ele explicou que tudo depende do referencial de cada fase da vida.
Ao chegarmos aos dez anos, para viver mais um será preciso esperar por apenas 10 por cento de uma vida. Já é bem menos.
Depois de atingirmos os 50, como é o caso deste velho-blogueiro-cansado-de-guerra, um ano significa um ridículo quinquagésimo de uma existência. Passa voando, portanto.
Depois de meio século, a vida passa, mesmo, muito mais depressa. Costumo comparar essa velocidade à dos carrinhos turísticos da Ilha da Madeira.
Na minha adolescência, adorava ir ao Cinerama, sala no centro da cidade na qual passavam filmes que nos davam a sensação de estar dentro da enorme tela.
Entre passeios de montanha-russa, de trem e de outras imagens tão reais que arrancavam gritos da platéia, havia uma reportagem sobre a Ilha da Madeira, em especial sobre os Carrinhos do Monte.
O turista vai sentado dentro de uma espécie de caixote de vime sem rodas, e dois portugueses vão empurrando aquilo ladeira abaixo, como se fosse um tobogã.
Depois dos 50, o tempo desce a ladeira na velocidade desses carrinhos da Ilha da Madeira.
Toda essa filosofia de botequim, meus poucos mas bons leitores, é para avisar que vocês estarão livres de mim até o Carnaval, pois entro em merecidas férias a partir de hoje.
Boas-festas e feliz Ano Novo. E aproveitem bastante, pois como lembra muito bem Gilberto Gil, “tudo, agora mesmo, pode estar por um segundo”.
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Divirtam-se.