A Copa do Mundo é nossa
O presidente Lula vai passar para a história como o presidente que trouxe a Copa do Mundo para o Brasil.
Coincidentemente, em 2014 ele será novamente candidato à Presidência da República. Já ganhou.
A grande questão que fica, porém, é a seguinte: a realização desse evento beneficiará o povo brasileiro?

Como tudo na vida - ainda não consegui me conformar com isso - a Copa do Mundo no Brasil terá seu lado bom e seu lado ruim.
Obviamente, nossas autoridades esportivas e governamentais lucrarão política e monetariamente - neste caso, com o inevitável superfaturamento das obras.
Não há como negar, entretanto, que o evento aquecerá a economia brasileira, movimentando muito dinheiro e criando empregos.
No que me diz respeito, tenho a esperança de estar vivo até lá, pelo menos para poder voltar a assistir a um bom futebol.
Atualmente, não tenho mais esse prazer. O futebol brasileiro, hoje-em-dia, está entre os piores do mundo.
Assistir a um jogo do campeonato brasileiro, ainda que seja do meu penta-campeão São Paulo, é uma tristeza.
Com raríssimas exceções (só consigo me lembrar de Rogério Ceni), aqui no Brasil só ficam os pernas-de-pau.
Basta o jogador aprender a mascar chiclete e a caminhar em campo (as duas coisas ao mesmo tempo), que já vai jogar na Europa.
Só na Copa dos Campeões europeus atuam pelo menos 100 jogadores brasileiros. Dava para montar dez bons times de futebol aqui no Brasil.
Se contarmos os conterrâneos que foram jogar em outros times e outros continentes, poderíamos formar pelo menos mais uma dezena de boas equipes.
Ou seja, teríamos 20 clubes de respeito disputando o Campeonato Brasileiro.
Mas não. A globalização nos deixou apenas os atletas da terceira divisão.
Ninguém consegue dar um passe correto, um drible bonito, acertar o gol. É canelada atrás de canelada.
Só tem grosso. Se perguntarmos a qualquer garoto o que é um craque, é bem capaz dele responder que é aquela malfadada pedra de cocaína.
Cronistas
Vale lembrar: as crônicas da seção LEIA TAMBÉM (na barra à direita deste blog) são atualizadas semanalmente, exceção do Tutty Vasques, que é quinzenal.
O senador Agripino Maia, do DEM, sentiu-se ofendido porque o presidente Lula chamou os integrantes de seu partido de “demos”.
Quem diria! Os espanhóis, que nos enfiam a faca por intermédio do Santander e da Telefonica (subtraíram até nosso acento circunflexo), acabam de nos revelar os assaltos que sofremos nas atuais estradas privatizadas.
Cabeça vazia, oficina do Diabo. Na falta de um novo escândalo político e de uma cópia pirata de “Tropa de Elite”, fui buscar inspiração no velho filme “O Poderoso Chefão 3″ para o tema da crônica desta semana. E, finalmente, descobri por que o Papa Bento 16 reforçou o conservadorismo da Igreja Católica: simplesmente por uma questão de poder.