Le sexe qui dance
Sei que um dos sete ou oito leitores deste blog, provavelmente o chato do Zanfra, vai perguntar indignado:
“Ô Zé, você não tinha coisa melhor do que assistir ao Faustão?”
Não vou dar aquele resposta clássica e dissimulada de que estava “zapeando” e, de repente, parei na Rede Globo bem no horário do “Domingão”.
Na verdade, havia acabado de ver um dos piores jogos de futebol do “Brasileirão” (Corinthians X Palmeiras) e, por inércia, acabei assistindo ao início do quadro “Se Vira nos 30″.
Qual não foi minha surpresa ao ver a apresentação de uma menina de uns 18 anos, cuja habilidade era fazer suas nádegas dançarem ao som de Tico-tico-no-fubá.
De tão insólito o show, o Faustão decidiu prolongar a atração, pedindo para o maestro Caçulinha tocar outras músicas, da valsa ao samba, para que a participante pudesse mostrar mais um pouco das suas habilidades corporais.
A música tocava e a câmera, em close no talentoso bum-bum, registrava em rede nacional o levantar e baixar, o fechar e abrir, o enrijecer e relaxar dos glúteos da simpática e despudorada jovem, recobertos por uma calça de malha.
Já assisti uma tailandesa fumar com os seus - como direi? - grande lábios, no primeiro filme da série “Emanuelle”, estrelado pela inesquecível Silvia Crystel.
Achei curioso, também, em ”Priscila, a Rainha do Deserto”, uma moça atirar longe uma bolinha de ping-pong, usando somente a força dos seus marombados músculos vaginais.
Sem contar outras façanhas daqueles que “pintam (ops!) o sete” com seus genitais.
Como um sexagenário que se orgulhava, na Internet, que, depois do Viagra, usava a - como direi? - ponta-de-lança de seu aparelho reprodutor como varal da toalha de banho.
Essas façanhas, entretanto, foram apresentadas no cinema ou na Internet. No “Domingão do Faustão”, nunca tinha visto.
Na verdade, não deveria ser uma surpresa, pois o pompoarismo ( exercício para fortalecer os músculos da vagina) está se tornando, hoje-em-dia, uma ginástica tão comum entre as mulheres, quanto a musculação ou o yoga.
Até os homens já começam a fazer a versão masculina dessa prática importada da Índia, o Tantra, cuja propaganda promete não apenas melhorar a relação sexual, como prevenir o câncer de próstata.
Esses assuntos todos, tabus até pouco tempo atrás, estão saindo da alcova e entrando na sala-de-visitas.
Dia destes, em uma reunião familiar, esse foi o tema predominante da conversa, depois de uma ou duas garrafas de vinho.
Foi quando um primo meu - descendente legítimo de calabrês na forma e no conteúdo - empolgou-se e, como é de praxe, extrapolou:
“Isso tudo para mim é fichinha”, vangloriou-se. “Sou capaz de pregar um prego em uma mesa com o pinto e, depois, minha mulher vai lá e o arranca com a xoxota”.
Ainda vou vê-los na televisão.
Pitbulls e Revólveres
Uma amiga minha escreve indignada com mais uma morte causada por um pitbull e com o descaso dos proprietários de cães perigosos com a vida de outras pessoas. Equiparo o ato de levar um pitbull para passear na rua ao porte de uma arma-de-fogo. Tanto o dono do cachorro quanto o do revólver, apenas por carregá-los, já deveriam ser presos por tentativa em potencial de homicídio.
A OAB - Ordem dos Advogados do Brasil - está defendendo uma proposta razoável: a criação do “recall”.
O governador José Serra inventou um novo tipo de trem: o meia-bala. Com todo o respeito, a caminho dos 70 anos de idade, provavelmente foi traído pelo ato falho de comparar a velocidade desse transporte ferroviário à triste realidade da performance dos sexagenários.
Se você ainda não assistiu, vale a pena: clique no link O desabafo da Salete, na barra de links ao lado direito destapágina, e assista ao comentário contra os bancos - ah, os bancos! - que causou sua demissão da TV Cultura.
Se tiver tempo (e não estiver no trabalho), clique também no link Som no blog e ouça uma canção-desabafo de Ivan Lins, bem apropriada para os nossos tempos. Deveria ser o hino nacional.